PROJETO GEOGRAFIA AFRO-BRASILEIRA

 

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 O Projeto Geografia Afro-Brasileira
1989-2014 Educação & Planejamento do Território
2 Décadas de Pesquisas e Parcerias

O principal objetivo do Projeto Geografia Afro-Brasileira Educação e Planejamento do Território é caracterizar e interpretar espacialmente as estruturas existentes na formação do Brasil e da sua população, tomando como referência os aspectos geográficos da herança africana no território brasileiro. A premissa é ampliar as informações, a discussão e fornecer elementos para o conhecimento do espaço do Brasil na perspectiva das matrizes oriundas da África. O Projeto tem cinco fases preconizadas que se encontram realizadas e em realização, quatro das suas etapas de trabalho. Na primeira etapa realizamos um resgate dos elementos fundamentais da Geografia da África e sua relação com a Geografia do Brasil. A segunda fase do projeto trata da cartografia dos quilombos. Nesta etapa conseguimos responder de forma preliminar, como estão distribuídos os registros municipais das comunidades quilombolas tradicionais nas unidades políticas do país e onde se concentram. Outra etapa relevante constitui as interpretações e reconstruções das estruturas geográficas construídas e/ou elaboradas no país com a participação de populações de ascendência africana. Um dos principais eixos temáticos se refere aos grandes ciclos econômicos que se processaram no nosso território e a distribuição da população de matriz africana. A quarta fase tem como fio condutor a educação e a operacionalização se processa em duas vertentes: a Oficina Temática: Matrizes Africanas do Território Brasileiro que preconiza colaborar na construção de uma outra territorialidade da população brasileira onde as de referências africanas estejam presentes. No ano de 2005, com o apoio da Secad – MEC e em parceria com as Secretarias de Educação estaduais, realizamos a referida oficina em sete capitais brasileiras (Maceió, Salvador, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Brasília). Em 2006, várias atividades com educadores foram realizadas em municípios dos Estados de Minas Gerais, Curitiba e Bahia. Em 2007, em parceria com as Embaixadas do Brasil e da Bélgica, o Museu Real da África Central, a Petrobras e a Unesco –Projeto Rota do Escravo, foi realizado na Casa do Brasil na Bélgica, a exposição cartográfica: L’Afrique, le Brésil et lês territoires des Quilombos. Um outro segmento importante desse Projeto são as publicações: Territórios das Comunidades Quilombolas do Brasil – Segunda Configuração Espacial, com todo o cadastro realizado dos registros municipais no país (2005), os Volumes I e II da Coleção África-Brasil: Cartografia para o Ensino-Aprendizagem (2005 – 2007), que constituem conjuntos de mapas temáticos, em diferentes formatos para auxiliar o professor a transmitir informações sobre as matrizes geográficas da África presentes no Brasil e o livro Quilombos: Geografia Africana – Cartografia Étnica – Territórios Tradicionais (2008), com as interpretações dos processos historiográficos da formação dos quilombos antigos até o contexto contemporâneo.
A obra traz ainda, o cadastro dos registros municipais dos territórios quilombolas no país. As Exposições Cartográficas e as Oficinas Temáticas Itinerantes, constituem-se em extensões concretas para possibilitar a ampliação da visibilidade espacial e capacitação de professores e cidadãos, a partir do conjuto dos produtos das etapas já desenvolvidas e em desenvolvmento no referido estudo. Desde 1995 que o Projeto vem realizando ou participando de eventos nos mais variados segmentos da sociedade buscando contribuir para minorar o preconceito em relação às matrizes africanas presentes no território brasileiro e realcionado às sociedades africanas, sobretudo, nos países da África de língua oficial portuguesa. Ao completarmos vinte anos de atividades, a nossa principal referência é de agradecimento a todos às famílias da equipe, aos estudantes, profissionais e parceiros, representações da sociedade civil, instituições públicas e empresas privadas, que contribuiram e continuam contribuíndo na evolução das pesquisas, na visibilidade dos nossos conhecimentos no país e no exterior e principalmente no apoio para tornar possível a publicação dos nossos produtos. Muito obrigado, a todos!
 

PROJETO INSTRUMENTAÇÃO GEOGRÁFICA, EDUCAÇÃO ESPACIAL E DINÂMICA TERRITORIAL

 

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Projeto Instrumentação Geográfica, Educação Espacial e Dinâmica Territorial
Educação & Planejamento do Territótio
1988 - 2014
20 Anos de Monitoradomento do Uso do Território do Distrito Federal do Brasil

 

O Projeto Instrumentação Geográfica, Educação Espacial e Dinâmica Territorial tem duas linhas básicas de atividade, caracterizadas brevemente a seguir: Educação Cartográfica e Geográfica - A Geografia continua sendo a área do conhecimento que tem o compromisso de tornar o mundo e suas dinâmicas compreensíveis para a sociedade, dar explicações para as transformações territoriais e apontar soluções para uma melhor organização do espaço. É portanto, uma disciplina fundamental na formação da cidadania da população brasileira, que apresenta uma heterogeneidade singular na sua composição étnica, socioeconômica e na distribuição espacial. No nosso país, onde a questão da cidadania é geralmente limitada e mutilada, a situação do letramento geográfico, particularmente da educação espacial é emblemática e emergencial. Importante lembrar que a Escola na sociedade ainda é a segunda instituição responsável pelas várias relações sociais no universo das crianças e adolescentes, sem perder de vista a importância da família. Neste sentido, a cultura de espaço, ou seja, os conhecimentos cartográficos fundamentais que devem ser assimilados na idade escolar, que tem na sua essência possibilitar o estímulo às habilidades vísuais-espaciais e um entendimento e convívio mais próximo com a linguagem gráfica dos mapas são imprescindíveis para compor o conjunto de referências básicas que irão participar da formação das identidades de sujeitos sociais. Se tratando de um país como o Brasil, de dimensões continentais, plurirracial, com extensas paisagens geográficas, multicultural, com uma estrutura política complexa e diferentes níveis de transfomação e alteração territorial, a questão da educação cartográfica assume um papel estrutural e estratégico no planejamento e nas práticas educativas da nação. Tomando como premissa que só há ensino quando ocorre a intenção de aprendizagem, as nossas publicações se propõem a instrumentalizar o educador e a escola, principalmente auxiliando nas possibilidades de desenvolvimento de algumas temáticas como: orientação no território, localização geográfica, conceitos de escala, resolução e seletividade da informação espacial com produtos de Sensoriamento Remoto, possibilidades básicas de sistemas simbólicos, exemplos de projeções cartográficas e construção de visões do espaço do micro para a o macro e vice-versa. Não podemos perder de vista que um mapa não é o território, mas que nos produtos da cartografia estão as melhores possibilidades de representação e leitura da história do espaço e das referências territoriais dos seres humanos. Neste sentido, o aprofundamento da discussão da precariedade da educação espacial e dos seus desdobramentos na sociedade brasileira e em particular, no sistema educacional precisa ser realizado.
Dinâmica Territorial - A expansão das periferias urbanas e o consequênte “inchaço” dos espaços é sem dúvida, um dos processos mais evidentes na maioria das cidades de médio e grande porte, tomando dimensões variadas a partir de mecanismos econômicos, políticos e sociais que operam no mesmo. Por outro lado, as demandas para a compreensão e resolução das complexas questões da dinâmica da sociedade são crescentes e a cartografia, o sensoriamento remoto, o monitoramento espacial e a modelagem gráfica constituem instrumentos fundamentais para responder com propriedade e informar com mais seriedade: o que aconteceu, o que está acontecendo e o que pode acontecer com o território. Tomando como referência que Brasília é o território de “todos os brasileiros” e portanto, uma síntese do Brasil. As nossas pesquisas têm monitorado, representado e interpretado as suas estruturas espaciais, como um exemplo significativo da dinâmica territorial brasileira. A história espacial da evolução do conjunto urbano da capital do país, o desenvolvimento dos seus vetores de crescimento, as formas e os momentos da expansão da sua mancha urbana até o momento atual e a projeção para o futuro próximo, os distintos padrões de uso do território, assim como, os espaços com restrições fisiográficas para a ocupação urbana são eixos temáticos básicos investigados e representados nas linguagens, analógica e digital. Esse Projeto sintetiza quase duas décadas de pesquisas referentes à dinâmica territorial no Distrito Federal e na RIDE, constituindo uma referência básica para educação geográfica e urbanística, planejamento e gestão do território.

 


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